Fechar ciclos, começar ciclos. Acabar fases, começar fases. Essa é a composição de uma estranha viagem que atende pelo nome de vida. E dentro destas fórmulas há a apavorante necessidade de esperar.
Esperar é criar a dependência de Alguém ou/e ter a conformação de que você não está no centro de tudo. Esperar é caminhar e caminhar é, inevitavelmente, terminar e começar.
Finalizar, geralmente, é a parte mais difícil da sua vida. Dizer adeus, abandonar, desapegar e ir embora parecem ser coisas que nunca vamos aprender a fazer. Mas sinto lhe dizer, elas são inevitáveis.
Tenho aprendido porque Salomão disse que finalizar é melhor do que começar. Os fins só são melhores porque proporcionam um novo começo. E não há nada de melhor nessa vida do que a novidade!
Mas antes da novidade chegar, pode ser que o medo chegue. Nós, seres humanos, somos, cientificamente provado, resistentes à mudança.
Entrega o teu medo e pula de asa delta, vai e vê a paisagem linda que você está perdendo por medo de novo.
Meu namorado me disse uma vez que Jesus é especialista em reconstrução, reinvenção, restituição e recomeço.
Feche o ciclo, comece outro. Você tem coisas lindas pra viver! E os medos, receios? Entrega para Aquele que tem coisas que olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu e o homem nunca sentiu pra você.
"(...) mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." (Filipenses 3:13-14)
segunda-feira, 24 de junho de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Diálogo fascinante
31 de dezembro
de 2012. Estou no interior do Rio de Janeiro. 14h 40min. Andei rumo à um lago, mais ou menos 20 minutos do quarto onde
durmo por aqui. O caminho até o lago é bem parecido com finais de filmes, uma
bela vista. Há um caminho de pedras pelo chão, do lado direito uma montanha. Do
esquerdo, muitas, muitas árvores.
Cheguei então
perto do lago, onde me sentei num banco de frente para as muitas, muitas árvores.
Confesso-lhe que há muito tempo eu não ficava sozinha. Digo sozinha, pra ficar
com você mesmo. Sem ter o que te distrair, cantar, batucar ou dispersar. Você e
Ele. Parei onde estava, senti o cheiro de verde e tive a certeza de que o meu
Pai estava ali. Derramei algumas lágrimas por pensar que enfim, o ano estava
acabando. Passou aquele clichê filme de tudo o que eu vivi e percebi onde a
culpa foi minha, e para a minha surpresa, ela estava na maioria das coisas que
deram errado – em quase todas. Então, entreguei meu próximo ano e tudo que estava
por vir nele, inclusive meus vacilos.
Olhei pra
cima e de repente, folhas iguais começaram a cair com um mesmo intervalo de
tempo. Era Ele dizendo: “Ta vendo essas folhas? Cada uma delas só está caindo
com a minha permissão. Eu sei que você não consegue compreender muito, e às
vezes até esquece. Mas eu cuido de você, e qualquer folha que for cair, cairá
com a minha permissão. Nada escapa do meu controle.”.
Olhei pra
frente e percebi como aquelas milhares de espécie de árvores louvavam a Deus com
uma harmonia indescritível. Na mesma hora eu disse que queria adorá-lo da mesma
maneira, a natureza O louvava todo tempo! Então soprou um vento e eu ouvi um
som de música, eram elas... uma borboleta branca como algodão com contorno em
preto, como se alguém tivesse posto delineador em suas asas, dançava um balé
clássico ao som da música que as árvores faziam exuberantes com o vento. Um coral
de cigarras fazia um soprano que eu jamais ouvira. E o diálogo continuou: “Você não viu nada.
Viu como o louvor acontece quando o vento passa? Assim também é com vocês e o
Espírito Santo.”.
Olhei pra baixo,
havia um formigueiro. Uma formiguinha que estava ao lado do meu pé pegou um
pedaço de madeira, provavelmente de alguma árvore, bem maior que ela e carregou
sozinha até perto do formigueiro. Ali,
muitas formigas foram ajudá-la e juntas puseram o galhinho dentro do
formigueiro. Então Deus me disse: “Por mais que esteja pesado, dolorido,
sufocante, haverá sempre alguém pra te aliviar, dividir sua dor e caminhar
contigo, Eu vou mandar.”.
Depois de
ver e ouvir em todas as direções a resposta da entrega do meu ano, terminei em
lágrimas o diálogo com o meu pai cantando: “Eu quero te amar por quem Tu és e
não pelas bênçãos que tens pra mim. Só quero te abraçar, te beijar e em teus
braços te adorar e ouvir Tua voz me dizer: ‘és meu filho amado, em quem me comprazo...
’”. Certa de que Ele não me poupará do Seu amor, caminharei para o próximo ano,
despida de toda hipocrisia que eu mesma criei. Ele me despiu, me mostrou quem
eu sou e quem Ele é. E também me mostrou quem eu posso ser porque Ele é.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Ofício
É fazer de cada queda um passo de dança e depois com esses mesmos passos, dançar sobre toda a dor. É fazer uma dança exuberante, celebrando porque eu não tinha nada e agora eu tenho vida. É dançar feito seda e algodão, na representação mais simples do poder que tem um perdão. É continuar a fazer da dança, o lugar que se remete a casa do oleiro, é onde Ele me faz e desfaz. É fazer com que os pêlos das pessoas fiquem em pé com a minha dança. Porque ela não é simplesmente um mecanismo de movimentos marcados. Ela é a minha própria superação, onde eu tenho o momento mais íntimo e sincero com o meu Pai.
Muita dança em 2013!
Muita dança em 2013!
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
2012 já pode acabar
Eu juro que disse várias vezes que este foi o pior ano da minha vida. Hoje descobri que, dificilmente, não vou crescer tanto em outro como cresci nesse. Perdoe-me, você que lê sempre o blog, se estou sendo redundante. Mas preciso voltar pra chegar onde quero.
"Pois afirmo que qualquer que guarde rancor de um irmão é culpado de assassinato. (...)
E assim quero que vocês se conduzam. Se alguém estiver no local do culto, prestes a fazer uma oferta, e de repente se lembrar de que um amigo tem algum ressentimento contra ele, deixe de lado a oferta, saia imediatamente, procure o amigo e conserte a situação. Depois disso, então poderá voltar e oferecer seu culto a Deus.
Se você estiver na rua e um velho inimigo se aproximar, não hesite um segundo sequer. Tome a iniciativa de consertar a situação com ele. (...)" (Mateus 5:21-26)
Tais palavras foram compreendidas por completo por mim ao longo deste ano. Meu sentimento estava todo nesta palavra. Mas não bastou. Não faz sentido apenas compreender sentindo algo que próprio se diz totalmente prático. Pois é, o evangelho também é prática!
Por tanto perdurar a ideia de que 2012 está sendo o pior ano, minha contagem regressiva nunca passou tão lenta, como nenhuma outra. E o ano continuou...
"Servidão não é emoção, disposição ou sentimento; é uma decisão de viver como Jesus. Não tem nada a ver com aquilo que sentimos; tem tudo a ver com aquilo que fazemos - serviço humilde. Ouvir de forma obediente a Jesus - 'Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos laveis os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros' (Jo 13:14) (...) Ao participarmos da experiência de lavar os pés das pessoas, Jesus se dirige a nós, diretamente, atraindo completamente a nossa atenção enquanto nos olha nos olhos e faz essa afirmação fantástica: 'Se você quer saber como Deus é, olhe pra mim. Se quiser aprender que seu Deus não vem para governar, mas para servir, observe o que eu faço. Se quiser ter a certeza de que a história do amor de Deus não é uma crendice, ouça o pulsar do meu coração.'" (Brennan Manning)
2012 já pode acabar porque eu ouvi o pulsar do coração do Mestre. E o pulsar tinha este som:
"Oro não apenas por eles, mas também por todos que crerão em mim, por causa deles e do testemunho deles a meu respeito. O alvo para todos eles é tornar-se um só coração e uma única mente - Assim como tu, ó Pai, és em mim e eu em ti. Para que possam ser um só coração e uma única mente conosco. Então, o mundo poderá crer que tu, de fato, me enviaste. A mesma glória que me deste eu dei a eles. Para que estejam unidos como nós estamos - Eu neles e eles em mim." (Jo 17:20-22)
E assim o fiz. Deu tempo de não ficar só no sentimento. 2012 ainda não acabou... corre pra ouvir o pulsar do coração Pai, talvez dê tempo de 2012 ser lembrado de outro jeito. Talvez baste apenas um abraço.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Entender. Cabe a você?
Não tive como não chorar diante de uma situação tão triste... perder uma criança a qual é tão esperada é realmente devastador. Colocamos em prova agora nossa fé e esperança.
Os porquês são gritados aos sete ventos... só há silêncio. E choro.
E quanto mais resposta busco, menos encontro. Só sei da existência da soberania e isso parece me bastar.
"Digamos que um casal tenha muitos filhos e que viva por muito tempo, mas nunca desfruta nada - mesmo que tenha um funeral de primeira, eu diria que um bebê que nasce morto tem mais sorte que essa casa. Ao menos, seu nascimento é sem sentido e sua morte também - nem sequer teve um nome. Não viu nada nem conheceu nada, mas está em melhor situação que qualquer um que vive esta vida!"
(Ec 6:3-5)
Minha única certeza é que consolo, conforto, colo e paz não hão de faltar.
Além do choro e da oração em favor de vocês, meu desejo é que prossigamos, sem perder o alvo, acreditando que olhos, ouvidos nunca presenciaram, e que jamais penetrou em coração humano o que o bondoso Pai tem preparado à vocês.
À família "de Souza".
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Sobrevivência
Não há nada neste mundo mais bonito que o simples. Vi e vivi coisas tão bonitas e simples nas últimas semanas... Fui belamente surpreendida com um amor inegável de algumas pessoas no meu aniversário. Elas fizeram questão de lembrar do que eu passei. Mas fizeram questão também de mostrar o que foi feito de mim. E que, HEY!!!, eu sobrevivi.
E graças a graça, eu sobrevivi pra ver coisas... tipo um homem no ponto de ônibus, vendedor de bala, sair do ônibus e agradecer ao motorista por tê-lo deixado entrar com a maior alegria, e um sorriso humilde e feliz em seu rosto, em pleno sol a pique no Rio de Janeiro, numa segunda-feira enquanto eu reclamava por estar indo a escola.
Sobrevivi pra voltar ao Arquivo Nacional e testificar de que não existem palmeiras mais altas e belas como aquelas.
Sobrevivi pra fazer faxina com a minha mãe e reparar que algumas sujeiras e manchas não saem com o esforço da maioria, elas te pedem um pouco mais de força pra esfregar até que saiam, e que isso acontece exatamente com a nossa vida.
Sobrevivi pra escolher entre o lucro e a satisfação.
Sobrevivi pra pensar que, ao invés de fazer enterro dos ossos depois de um churrasco, eu posso dar a quem não tem.
E sobrevivi também pra amadurecer.
Não há nada neste mundo mais bonito que o simples.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Erva Daninha
É... já desisti. Não há nada mais relutante que eu possa fazer. É controle demais pra um ser humano só.
Ainda bem que Ele pode tudo. Ai de mim, se não O tivesse.
Diante destes fatos, perdoe-me a expressão, estou cagando.
Ainda bem que Ele pode tudo. Ai de mim, se não O tivesse.
Diante destes fatos, perdoe-me a expressão, estou cagando.
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